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Uma lésbica entrou no meu escritório

Ela tinha 32 anos. Era graduada numa bem estabelecida universidade cristã local. Seus pais eram conhecidos por sua vida dedicada ao ministério ordenado de tempo. Ela estava vivendo em um estilo de vida lésbica de 12 anos. Ela tinha ido a quatro igrejas antes de vir para a nossa e de vir me ver. Em sua última igreja, no domingo seguinte depois de contar a alguém sua história, ela tornou-se a ilustração do sermão.

Obviamente, nós conversamos por um longo tempo. Lesbianismo não era o seu problema de pecado primário. Era manifestação de algo mais profundo. Comportamento nunca é o principal problema com qualquer pessoa, independentemente do que seu comportamento possa ser. É no coração onde o pecado nos agarra e começa a crescer. Apesar de todos nós sermos basicamente os mesmos no nível de nossos corações (leia-se: pecadores) os nossos comportamentos podem ser tão variados quanto há pessoas.

No caso da minha nova amiga, o pecado brotara de seu coração se desenvolvera num estilo de vida lésbico. Ela colocou desta forma:

“Rick, eu me lembro a primeira vez que entrei num bar lésbico. Todas aquelas mulheres estavam sentadas no bar, sentadas nos bancos. A maioria delas se virou e olhou para mim quando eu entrei. Eu só fui com uma amiga porque estava curiosa e nunca tinha estado em um bar assim. Rick, eu não posso lhe dizer como me senti bem quando aquelas mulheres se viraram e começaram a mostrar interesse por mim.

“Foi uma das primeiras vezes em minha vida onde eu me senti aceita e amada, embora não sendo obrigada a ser perfeita. Eu não tinha interesse em me tornar lésbica. Eu só queria amigos com quem eu pudesse ser eu mesma. Na minha faculdade eu nunca poderia contar a ninguém os meus pensamentos mais íntimos. Ao invés de obter ajuda, obteria deméritos. Se me atrevesse a compartilhar o meu verdadeiro eu, ficaria “mal-falada” Eu só queria alguém para ouvir e não condenar.

“Sem chance de eu conversar na faculdade. E os meus pais? Tudo o que importava era como eles aparentavam para os outros. Havia quilômetros de distância entre como as coisas realmente eram e como as coisas aparentavam. Eles se preocupavam mais com a aparência das coisas, em vez de lidar com o que estava acontecendo em meu coração. Sem chance de eu conversar com eles.

“Rick, você acha que se eu confessasse meu pecado a Deus ele me daria um demérito, me chutaria pra fora da escola ou me daria o “cartão vermelho”? Estas mulheres me aceitaram. E isso me fez sentir bem.”

Minha nova amiga lésbica estava disposta a sacrificar toda a sua experiência cristã, sua teologia e tudo o que sabia a respeito de Cristo, a fim de ter um relacionamento com alguém onde ela poderia ser verdadeira e não julgada.

Eu acho que seria também importante saber que ela não veio a mim porque queria mudar o seu estilo de vida. A razão pela qual ela veio a mim foi porque sua namorada tinha terminado com ela e tinha começado outro relacionamento “comprometido”. Minha amiga lésbica estava no fundo, mas tinha conhecimento de Deus o suficiente para procurar ajuda, e um conselheiro cristão ou pastor era sua opção.

No nosso primeiro encontro ela perguntou-me qual seria o “fim do aconselhamento” no caso dela. Esta foi uma boa pergunta e, da minha perspectiva, a resposta é sempre a mesma. O fim do aconselhamento nunca é apenas que você fique melhor. Apenas ficar melhor ainda está “no processo”, conforme eu entendo. O fim do aconselhamento é quando o aconselhado é capaz de sair e se tornar um fazedor de discípulos, ou poderíamos dizer, quando o aconselhado se torna um “conselheiro”.

Eu nunca vou esquecer sua resposta a essa afirmação. Ela irrompeu em lágrimas. Foi incontrolável. Fiquei surpreso. Perguntei por que ela estava chorando. Ela disse que isso nunca ocorrera a ela, e que jamais acreditaria que Deus sequer a perdoaria, tanto mais que ele a usaria. Ela acreditava que seu pecado fora além e fora do alcance da graça de Deus.

Eu a apresentei ao meu Deus, ao invés de seu Deus legalista e calculador de deméritos. É a bondade de Deus que nos leva à mudança (Rm 2.4). Ela mudou. Ela aprendeu sobre a graça. Deus morreu por lésbicas também.

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