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Sexo antes do casamento é o princípio das dores

Sue conheceu Bill na escola. Embora não tenha sido amor à primeira vista por ele, foi bem perto disso. Ela foi um pouco devagar para aquecer, mas Bill? Ele estava empolgado.

Eles começaram a namorar pra valer no último ano do colégio. Escreveram cartas um para o outro durante seus anos de faculdade, uma vez que ficavam há uma distância de três estados. Namoraram assim por quatro verões.

Após a formatura, eles retomaram seu relacionamento e namoraram bastante até o dia em que se casaram. Seu namoro pós-faculdade durou dois anos.

Os pais de ambos gostaram de Sue e Bill. Eram bons filhos. Eles iam a uma boa igreja e praticamente nunca causavam problemas para seus pais. Eu não tenho certeza se foi por causa do bom comportamento dos filhos ou se foi ignorância e preguiça paterna, mas os pais de ambos assumiram uma atitude de lavar as mãos quanto ao relacionamento.

Isto deixou Sue e Bill com um monte de tempo a sós, sem ninguém para fazer perguntas claras e diretas sobre suas tentações ou sobre como eles guardavam um ao outro de terem sexo. Sua excessiva familiarização um com o outro e o casamento iminente tentou-os a que baixassem a guarda.

Nove meses antes do dia do seu casamento, eles transaram. Embora tenham assimilado a situação diferentemente, estavam unidos em uma coisa: não queriam que ninguém soubesse disso, especialmente seus pais.

A vergonha de ser descoberto era mais forte do que seu senso comum bíblico. Daí, ficaram quietos. O que Sue não esperava era que ela não poderia manter a sua consciência tranquila.

Ela lutou mais do que Bill, embora soubesse que a maioria de suas amigas estava agindo igual. Saber que suas amigas estavam fazendo a mesma coisa parecia acalmar o ruído em sua alma. Ela ainda se manteve ocupada com seu trabalho na Whole Foods. Sempre que ficava dividida entre contar e manter o silêncio, ela racionalizava. Seus pensamentos iam conforme segue:

  1. Se eu contar, vou passar vergonha.
  2. Se eu contar, meu pai pode não permitir que eu me case com Bill.
  3. Nós vamos nos casar em breve, por isso não importa.
  4. Só fiz isso uma vez, que é muito melhor do que a maioria das minhas amigas.
  5. Que importância isso poderá ter?

Sepultando a consciência

Quando eles se encontraram para o aconselhamento pré-matrimonial, seu conselheiro perguntou-lhes se haviam feito sexo. Bill estava pronto para a questão e, como num duelo de faroeste, seu dedo estava no gatilho. Ele rapidamente respondeu com um “Não”. Sue acenou com a cabeça afirmativamente, esperando que as perguntas parariam e que o conselheiro não investigaria mais fundo.

Enquanto Bill não parecia lutar com sua mentira, Sue apenas ia adiando. Embora tenha ficado aliviada por não terem sido descobertos, ela silenciosamente destacara a mentira de Bill para o conselheiro e a acatou silenciosamente em seu coração, juntamente com a mentira da fornicação que ela já estava carregando há tempos.

A única coisa que a incomodava era como ele poderia estar tão sossegado enquanto mentia. Depois da primeira sessão de aconselhamento, Bill pulou no carro e disse: “Que tal levarmos alguns hambúrgueres para seus pais?”

Sue ainda estava ponderando sobre este novo nível de engano que acabara de adentrar o relacionamento deles. Ela racionalizara a mentira da fornicação, mas agora havia uma nova mentira e Bill não parecia se incomodar. Ela se sentia incomodada.

O que ela não sabia, mas deveria saber, é que este padrão de engano de baixo nível e superficialidade espiritual iria caracterizar os próximos 21 anos de seu casamento, até terminar num divórcio.

A capacidade dele de mentir e mudar para hambúrgueres deu-lhe um choque de volta à realidade, mas ela rapidamente se reajustou. Nada disso importava no momento. A principal coisa para ela era não contar a ninguém a verdade sobre seu relacionamento.

Ela reuniu toda sua presença de espírito no dia seguinte para falar sobre sua sessão de aconselhamento pré-matrimonial. Quando esperava que ele fosse querer falar sobre o que acontecera, ela começou a perceber que este não era o “estilo de Bill.”

A resposta dele foi que não era realmente uma mentira, uma vez que iam se casar e que seu pai já dera autorização para o casamento. Ela se perguntou como isso poderia ser bom o suficiente para Bill, ao ponto de ele poder seguir adiante como se nunca tivesse acontecido.

A verdade sobre Bill é que ele realmente endureceu a sua consciência, a voz interior ou o termostato moral que Deus dá a todos nós para nos ajudar a discernir e responder ao certo ou errado.

Porque tanto Bill quanto Sue decidiram manter seu pecado em segredo, eles não tinham escolha senão endurecer as suas consciências a fim de viver consigo mesmos. Sempre que você escolher esconder o seu pecado, sua consciência irá responder. Neste caso, a mentira deles teve uma resposta de endurecimento proporcional a partir de sua consciência.

É um efeito em camadas. Quanto mais confortável você se tornar em viver uma mentira, mais fácil se torna viver dessa maneira, porque sua consciência silencia a “voz de Deus” em sua alma. O efeito colateral disso é que se torna cada vez mais difícil discernir o certo do errado.

Bill e Sue estavam sepultando suas consciências sem perceber. Embora Bill estivesse mais à frente na estrada do que Sue, ela também estava torcendo sua consciência, a fim de silenciar a “Voz”.

Uma espiada no seu futuro

Eu não sei qual a porcentagem, mas a esmagadora maioria dos casais que eu encontro para aconselhamento matrimonial tiveram sexo consensual antes de se casarem. É interessante notar que um número esmagador de pessoas que lutam em seus casamentos tem, pelo menos, essa questão em comum. Apesar da fornicação pré-matrimonial não ser a totalidade dos seus problemas, você geralmente pode discernir um traço comum dos problemas através do seu casamento que volta e está ligado de alguma forma à sua infidelidade não resolvida. Definitivamente, foi este o caso de Bill e Sue.

Quando comecei a desempacotar os atuais problemas em seu casamento, eu podia ver um aglomerado de problemas comuns que refletiam os problemas que estavam amarrados à sua fornicação. O pecado de fornicação se tornou um teste para saber como eles iriam lidar com as coisas nos 21 anos seguintes.

Dê uma olhada na lista abaixo e perceba como a lista poderia ser aplicada à fornicação, bem como a quase todos os seus problemas ao longo do seu casamento:

  1. Ambos ignoraram Deus, a fim de se divertir.
  2. Eles não comunicam bem um com o outro, especialmente cerca de problemas.
  3. Bill pode facilmente negligenciar e até mesmo racionalizar o pecado.
  4. Sue tem problemas de consciência ao não lidar com o pecado corretamente.
  5. Ela desrespeita o marido pela sua fraca liderança – apesar de não ligar estes pontos até anos mais tarde.
  6. Houve muitos casos em que Bill pecou livremente para conseguir o que queria.
  7. A capacidade de Bill para o pecado aparentemente não causou reação de sua consciência, ele tinha uma consciência endurecida.
  8. A capacidade de Sue ao lidar com o pecado sempre a tentava à apatia.
  9. A raiva e ressentimento de Sue para com Bill cresceu gradualmente desde aquele tempo no carro até nosso aconselhamento.
  10. A ignorância de baixo nível e desrespeito de Bill pelas coisas espirituais acabariam por romper seu casamento.

Quer pela fornicação ou por problemas futuros, aqui estão alguns dos temas comuns em sua relação: (1) Ignorar Deus; (2) Não comunicar bem; (3) Desconsiderar o pecado; (4) Racionalizar o pecado; (5) Consciência pesada (Sue); (6) Pecar livremente; (7) Consciência endurecida (Bill); (8) Desânimo; (9) Raiva; (10) Ressentimento; (11) Ignorância de baixo nível; (12) Desrespeito pelas coisas espirituais.

Aquele pecado de sexo antes do casamento era como uma grande bandeira servindo de pista de como o resto do seu casamento seria, especialmente quando se tratava de lidar com problemas. Infelizmente, o desejo de se casar e o medo de ter que começar tudo de novo com um novo relacionamento mantiveram influência suficiente sobre o coração de Sue para motivá-la a ignorar os sinais de perigo em sua vida e na de Bill.

Além disso, era divertido estar com ele e sempre tinham momentos agradáveis. Certamente que nunca iria mudar.

Quando o pecado não é confessado

Por causa do problema nunca resolvido da fornicação, sua negação do problema os levou a suas próprias versões de como lidar com o problema. Porque a consciência de Bill estava mais endurecida que a da Sue, ele não parecia lutar tanto. Ser insensível tem seu próprio conjunto de problemas.

Sue, por outro lado, lutou de forma decisiva em relação ao seu pecado não confessado. Aqui está uma amostra de alguns dos processos distorcidos pelos quais Sue passou em sua mente, a fim de compensar sua indiscrição adolescente.

  • Mentira: eu tentei negar nosso pecado;
  • Culpa: eu errei;
  • Acusação: ele errou e vai pagar;
  • Auto-aversão: eu errei, então vou me punir;
  • Anorexia: o mesmo que na auto-aversão;
  • Expiação: eu errei e devo pagar;
  • Raiva: ele errou e estou furiosa;
  • Medo: eu errei e Deus está zangado comigo;
  • Negação: de alguma forma, eu realmente nunca fiz aquilo;
  • Perdão: eu realmente nunca quis fazer aquilo;
  • Desesperança: parece tarde demais para ter esperança;
  • Manipulação: eu uso o sexo como uma arma para punir Bill, já que sexo é o que ele gosta;
  • Desconfiança: eu não confio no que Bill diz, porque ele me enganou;
  • Cinismo: eu não confio em Deus, pois ele deixou isso acontecer;
  • Vergonha: eu não quero falar sobre isso com Deus, Bill, ou outros;
  • Remorso: como eu queria que não tivesse acontecido.

O pecado é real e deve ser tratado de formas bíblicas. Bill e Sue fizeram uma escolha de não confrontar sua fornicação de frente. Eles mentiram para Deus, um para o outro, para seu conselheiro, para seus pais, e para qualquer outra pessoa dentro da sua esfera de relacionamento.

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna (Gálatas 6.7-8, NVI).

Eles decidiram que iriam usar várias formas de negações, justificativas e racionalizações para endireitar as coisas e manter seu segredo oculto. Embora eles pudessem enganar os outros, eles não previram que o pecado não poderia ser enganado.

O pecado sempre exige um pagamento. Precisa fazê-lo. É uma lei inalterável. É a lei de Deus. É por isso que temos um Evangelho. O Pai conhecia as demandas do pecado, então fez um pagamento integral do que o pecado exigia.

Surpreendentemente, apesar de Bill e Sue estarem familiarizados com o Evangelho, nunca ocorreu a eles a gravidade de seu pecado, e que não seriam uma exceção. Tudo o que eles tinham de fazer era correr para a cruz e se apropriar do perdão que vem de Deus, através de seu Filho.

Esta é a beleza e a glória da morte de Cristo na cruz: o pecado foi pago! Eles poderiam ter se arrependido naquele carro anos atrás, e suas vidas poderiam ter sido de outra maneira. Simples, mas profundo – arrependimento pela aceitação do pagamento que Cristo fez na cruz.

O dia de pagamento um dia chega

Bill e Sue não se arrependeram naquele dia e nunca corrigiram o barco desde aquela época. A priori, eles decidiram que o pecado poderia requerer seu pagamento deles, em vez de Cristo. Eles tomaram essa decisão sem querer e isso causou problemas irreparáveis para eles individualmente e para seus filhos, além de ter difamado o nome de Deus.

Aqui está o meu apelo a qualquer casal pensando em se casar: o que você está vendo na vida do seu parceiro agora é um precursor da forma como o resto de sua vida vai ficar, só que vai crescer exponencialmente. Se ele está andando no Espírito, será exponencial. Se ele está andando na carne, será exponencial. Não pense que vocês serão exceção.

Se você não tem certeza do que está vendo no seu parceiro, então procure ajuda sábia para orientá-los em seu relacionamento. Mas por favor, saibam disto: se vocês não forem realmente honestos, transparentes, vulneráveis e humildes, então o aconselhamento não fará diferença.

Bill e Sue encontraram-se com um conselheiro para o aconselhamento pré-matrimonial. Era mais para cumprir um protocolo que um encontro centrado em Deus para aprender e crescer. Eles passaram o resto de suas vidas provando a superficialidade de seu aconselhamento pré- matrimonial. Se a sua consciência está cutucando você, então você precisa falar com alguém que não vai bajula-lo.

Quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos (Provérbios 27.6, NVI).

Os efeitos colaterais de deixar o pecado acompanhar você é uma consciência endurecida. Sua consciência é a bondade de Deus para lembrá-lo de que você precisa responder ao pecado. Se você optar por não responder biblicamente ao seu pecado através do arrependimento, então o processo de endurecimento começará.

Nesse ponto você entra em auto-engano através de várias formas de mentira. Isto permitirá que você mantenha seu pecado e viva consigo mesmo e com os outros, pelo menos por algum tempo.

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