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Quem paga pelos pecados de seu cônjuge?

Os cristãos compreendem o ponto central do Evangelho: Cristo pagou pelos nossos pecados. A profundidade do Evangelho encapsulada em cinco palavras. Quando Adão escolheu se afastar de Deus no jardim crendo numa mentira, Deus instituiu um plano para resgatar Adão e sua raça caída.

A fim de fazer isso precisava haver um pagamento pelo pecado. O pecado não pode ficar impune. Mesmo o mundo pagão entende isso. No início de 2011 houve um massacre horrível no Arizona, no qual seis pessoas foram impiedosamente assassinadas. O presidente Obama fez um discurso inflamado e falou sobre como esses assassinatos não ficariam impunes.

E ele está certo. Que tipo de mundo seria este se não houvesse justiça? Como você sabe, a justiça em nosso mundo é, na melhor das hipóteses, inconsistente. Felizmente, a esperança para o cristão não está na justiça deste mundo. Nós servimos a um Deus que é o Juiz e ele exige justiça para o pecado. Imagine um Deus que não exigisse justiça.

A justiça de Deus é apenas o começo das boas notícias para nós. Sim, o pecado exige uma punição e todo pecado será punido. No entanto, na sabedoria infinita do Pai, ele decidiu prover uma maneira para eu e você (supondo que você é um cristão) não sejamos punidos pelo nosso pecado.

Eis o Juiz

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”. (João 3.16 e 36, NVI)

Todo pecado será punido. Ou Cristo Jesus foi punido por você ou você será punido eternamente por seu pecado. A escolha é sua.

Quem paga pelos pecados do seu cônjuge?

Vamos supor que Lucy, minha mulher, peque e eu fique com raiva dela como uma resposta ao seu pecado. Nesse caso, que infelizmente é como ocorre na nossa casa de vez em quando, eu estaria punindo-a por seu pecado. Eu estaria agindo no lugar de “Deus”, exigindo justiça, enquanto omito completamente o Evangelho. Cristo suportou a ira do Pai, morreu e ressuscitou dos mortos, a fim de realizar a salvação para quem autenticamente acredita nesta história. Felizmente, Lucy foi regenerada pela graça de Deus há muitos anos. Seus pecados passados, presentes e futuros foram pagos por causa do Evangelho.

Quando eu respondo com raiva a seu pecado, eu estou fazendo a ela o que Cristo nunca faria. Eu a estou castigando.

Sacrifício ou castigo?

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra” (Efésios 5.25-26, NVI).

Cristo não me fez pagar pelo meu pecado. Ele se sacrificou pelos meus pecados, dando sua vida por mim. Se eu realmente compreender o Evangelho no momento do pecado de minha mulher, minha resposta seria um sacrifício motivado pelo Evangelho, em vez de uma punição auto-centrada.

Portanto, em vez de escolher a ira (castigo) como uma resposta ao seu pecado, devo escolher uma atitude de perdão (sacrifício), quando ela peca contra mim. Muitas vezes eu escolho raiva e quando o faço, ela distorce nosso relacionamento. Em vez de servir à minha mulher, ajudando-a a chegar a Cristo, onde ela pode ser perdoada, eu pioro a situação pecando em resposta ao seu pecado.

Eu me torno o juiz e, assim, sinto-me justificado para fazê-la pagar por seu pecado. Esta é uma debilitação do Evangelho. Uma zombaria da morte de Cristo. Em essência, eu estou dizendo:

“Eu não me importo que você tenha morrido pelo pecado dela. Ela pecou contra mim e eu vou contornar o que você fez na cruz, fazendo-a pagar agora. Pecado exige um castigo e eu sinto que seria melhor se ela recebesse minha punição ao invés de permitir que ela experimente o poder de purificação do Evangelho. Sim, você foi esmagado pelas iniqüidades dela, mas agora sinto a necessidade de esmagá-la por ter pecado contra mim (Isaías 53.5).

No entanto, quando aplico o Evangelho na prática no momento de seu pecado, estou vivenciando o ensinamento de Paulo em Efésios 5.25-26. Nosso relacionamento não é distorcido pelo meu pecado, enquanto minha esposa está sendo santificada, purificada, e lavada pela Palavra de Deus. Ao invés de eu, forçando a santificação através do medo e intimidação, o que ela experimenta é a liberdade, o favor, e o poder da Cruz em sua vida, onde a limpeza verdadeira acontece.

Meu objetivo é que minha mulher caminhe em santidade. No entanto, quando eu a puno por seu pecado ao invés de perdoá-la, estou tornando mais difícil que ela consiga aquilo mesmo que mais desejo para ela.

Você pune seu cônjuge?

É hora de colocar o seu cristianismo em teste: Quando o seu cônjuge peca contra você, você o castiga ou se sacrifica? Vamos supor que você descobriu que seu marido é o viciado em pornografia. O Evangelho é real neste momento? O que governa o seu coração quando ele peca: o desejo de puni-lo ou o desejo de ajudá-lo a chegar a Cristo, onde ele pode ser perdoado e mudado?

Quando seu cônjuge o decepciona pela enésima vez, qual é a motivação principal do seu coração? Você é capaz de descansar em Deus, o Juiz, ou você é compelido a ser juiz do seu cônjuge?

Quando você peca… outra vez… você é tentado a se punir através de um moralismo rigoroso, ou você se apropria do perdão liberador que é encontrado na obra de Cristo na cruz?

Cara Igreja, se o nosso Evangelho significa alguma coisa, então ele deve ser real no momento do nosso pecado, quer seja o seu ou o meu. Caso contrário, não haverá propósito em seu sacrifício redentor.

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