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Os perigos e desvantagens do pragmatismo na criação de filhos

Tenho certeza de que você já se encontrou com a Dona Contagem, não é? Você pode tê-la visto no Hipermercado em pé na fila do caixa. Seu filho Johnny, de 7 anos, estava desobedecendo, e ela estava temerosamente esperando que ele pararia suas perturbadoras travessuras. Seu método para conseguir que Johnny se comporte é o que eu chamo o método de contagem: “1… 2… 3…”

Este método raramente funciona. Ela começa uma contagem lenta até um número indeterminado, esperando que seu filho vá, de alguma forma, cair em si e se tornar respeitoso e obediente. Este método geralmente é motivado pelo medo e raiva: medo, porque ela está envergonhada com o que os outros pensam dela; e raiva, porque ela está frustrada com sua tentativa de sujeitar seu filho. Eventualmente, ela passa a gritar com ele ou a agarrar uma das partes de seu corpo, a fim de contê-lo. A esta altura, torna-se óbvio que ela não tem nenhuma boa idéia sobre como educar seu filho. Ela está se agarrando a qualquer coisa, na esperança de que, de alguma forma, o comportamento dele mude miraculosamente.

E o seu comportamento realmente pode mudar nesse momento, por causa do seu medo da mãe, ou pela dor infligida por sua mãe, ou pela ameaça de represálias de seu pai depois de chegarem em casa. O verdadeiro problema, basicamente, é que Johnny não muda de dentro para fora, porque o modelo de educação é mais baseado em pragmatismo (resultados comportamentais imediatos) ao invés de em visão e planejamento de longo prazo dos pais. Infelizmente, a abordagem de modificação comportamental desta família visa mais que tudo a ganhar “paz” temporária.

Por que isso acontece? Normalmente existem muitas razões pelas quais os pais escolhem uma criação de filhos pragmática ao invés de pensarem pelos efeitos e objetivos a longo prazo de um modelo de educação bíblica. Em muitos destes casos, o pai não está liderando a responsabilidade pela educação global da criança. Ele nem está no processo, ou está preocupado demais com outras coisas, como o seu trabalho ou seus hobbies.

Aqui estão alguns exemplos de criação de filhos pragmática, quando os dois pais são orientados por resultados de curto prazo, ao invés de adotar uma visão de longo prazo para seus filhos:

  • Papai está assistindo futebol e as crianças estão interrompendo. Ele grita com os filhos e eles se comportam.
  • Mamãe está envergonhada com o comportamento do filho. Ela grita, ameaça, e conta, esperando que ele obedeça.
  • Papai está mais preocupado com o que os outros pensam dele, ao invés de com as necessidades espirituais de seus filhos. Por isso, ele impõe a obediência.
  • Mamãe está sobrecarregada em casa e a última coisa de que precisa é de filhos desobedientes. Ela ameaça até conseguir que se sujeitem.
  • Um ou ambos os pais são preguiçosos e preferem impor conformidade, em vez do trabalho envolvido no ensino motivado pela graça.
  • Ambos os pais vêm de uma cultura legalista, onde a externalidade foi enfatizada. Eles não foram ensinados a educar a partir do coração. Portanto, eles impõem regras e estrutura para obter aquilo que desejam de seus filhos.
  • Ambos os pais são orientados para metas de curto prazo. Seu foco está em conseguir a perfeição aos 3, 4, 5 anos, e assim por diante, ao invés de um modelo cheio de graça que mantenha em mente o produto final.

Todas essas situações vão conseguir das crianças os resultados imediatos desejados. E provavelmente continuarão a funcionar enquanto os filhos forem jovens. No entanto, esse modelo míope de educação está lamentavelmente aquém do que a Bíblia ensina. Conforme as crianças se tornam adolescentes, as preferências e manipulações de seus pais já não terão domínio sobre elas.

As coisas vão ficar ainda piores para os adolescentes, porque eles não estarão preparados para pensar sobre ou responder a situações difíceis. E quando as coisas se tornam difíceis para estes adolescentes, eles mais do que provavelmente responderão de maneira similar ao modo como seus pais reagiram à dificuldade: com aquilo que é conveniente e funciona melhor, sem considerar os efeitos a longo prazo de suas decisões.

Menos regras. Mais atitude

O que eu descrevi acima é uma cultura familiar fortemente estruturada, baseada em regras, e auto-suficiente. A família tem regras, algumas das quais são boas e bíblicas, enquanto outras são mais centradas sobre as preferências, conveniências e medos dos pais. Na maior parte, este é um modelo de criação de filhos anti-Evangelho.

(Você se surpreenderia em saber quantos dos nossos modelos de criação de filhos são movidos pelo medo. São pais tentando impedir que seus filhos se tornem algo que eles temem. Esse algo é normalmente parte da experiência do passado dos pais. Ao invés de confiar em Deus numa criação a partir da Bíblia, eles “dão um cavalo de pau” e criam seus filhos no medo de que experimentem o que eles experimentaram.)

Se nossa criação de filhos não está vinculada ao Evangelho, então nós estamos preparando nossos filhos para a frustração atual e o fracasso futuro. Às vezes, as crianças vão descobrir isso, a despeito de seus pais. No entanto, muitas das nossas crianças podem passar a maior parte de suas vidas tentando descobrir isso, ou se “descriando” (desaprendendo algumas das coisas que foram ensinadas), para que possam ser devidamente geradas pelo seu Pai Celestial. Em outros artigos, apresentarei um modelo de educação que se baseia menos em regras e mais em as atitudes.

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