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Liderança é verbal

No princípio, Deus falou. Ele é um Deus que fala. Ele “falou” em outro tempo e nos deixou sua Palavra, e ele continua a nos falar hoje. Por causa de sua contínua fala nunca somos deixados no escuro sobre o que fazer.

Imagine se Deus estivesse em silêncio. Seria como os anos entre os Testamentos. Um Deus em silêncio é um pensamento horrível. Para onde iremos nós? O que faríamos? Como poderíamos saber? Ficaríamos sem rumo.

O silêncio é misterioso. O silêncio pode ser constrangedor. Silêncio pode levar à especulação. “Se ele não está falando, então eu tendo a especular sobre o que ele está pensando.”

Você já esteve em um jantar com amigos e houve aquela “pausa constrangedora” na mesa de jantar? É tipo, “dá pra alguém dizer alguma coisa?”

Eu reconheço que algumas pessoas falam demais, mas se você é um líder que tende ao silêncio, então deixe-me recomendar-lhe que aprenda a falar. Para os maridos esse pode ser um desafio, mas deve ser superado.

Eu tento fazer meu filho de 5 anos de idade me responder em frases inteiras, porque eu sei que o dia está chegando quando ele será um adolescente e o máximo que serei capaz de tirar dele serão grunhidos monossilábicos. Agora ele pode ser uma vitrola, mas não demora o tempo quando ele estará imitando a fala de um homem das cavernas. Por falar em imitação, para mim uma das melhores maneiras de ensinar o meu filho é que eu seja falante.

E os cristãos têm muito a dizer. Nós não precisamos ficar em silêncio. Nosso maior problema na vida foi resolvido na cruz e se não temos mais nada a dizer, nós certamente podemos falar sobre isso.

Escrevi um post algumas semanas atrás chamado “Homens fracos e mulheres fortes” que ainda está recebendo muitas buscas. Parte do problema com a dinâmica de homens fracos/mulheres fortes é que os homens falam menos do que suas esposas. Quero encorajar ambos a trabalharem nisto.

Quanto a mim, tenho de arrepender-me da minha preguiça nesta área. É fácil para mim permitir que os meus filhos levem todas as suas questões à sua mãe o tempo todo. Porque ela é a cuidadora primária, devido à quantidade de tempo que ela gasta com eles, eu tenho que trabalhar duplamente para incentivá-los a falar comigo, me fazer perguntas, vir a mim primeiro, em vez de fazer o que é mais fácil, que é ir primeiro à mamãe.

E eu tenho que conduzir Lucia a recuar quando necessário. Temos essa brincadeira em nossa casa que é uma paráfrase do programa de TV Extreme Home Makeover. Perto do final do programa, pouco antes de mostrar a nova casa que construíram à família sorteada, a grande multidão de espectadores grita, TIREM ESTE ÔNIBUS! O ônibus sai da frente e a família vê a sua nova casa pela primeira vez.

Na minha casa eu grito DEIXE-ME LIDERAR! Fazemos isso com humor, mas ambos percebemos que há uma ação simultânea que tem de acontecer: 1) Tenho de me arrepender da preguiça e egoísmo; 2) Minha esposa deve arrepender-se da impaciência. Nós dois temos de fazer o que não está naturalmente em nós. Eu tenho de falar mais e ela tem que falar menos.

A liderança é verbal, quer eu seja líder no lar, na igreja ou no trabalho. É muito difícil seguir um líder não-verbal.

Homens, vamos começar a falar! Vamos imitar Deus. Torne-se um falante.

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