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Fé em pornografia e masturbação

Durante o verão de 1987, quando tinha 12 anos de idade, Charles foi apresentado à masturbação por um amigo. Larry levou-o atrás da sua antiga escola primária e se masturbou na sua frente. Antes dessa ocasião, Charles nunca tinha ouvido falar nem visto nada parecido com o que Larry estava fazendo. Em algum momento durante o verão, Charles comprou sua primeira revista pornô e começou um padrão de 20 anos de masturbação.

Charles foi convertido em 1985 e, portanto, se consumia pela culpa porque sabia que o que estava fazendo era egoísta e desagradável a Deus. Mas ele estava dividido entre o prazer que a masturbação trazia enquanto a praticava e a culpa que martelava sua alma logo após sua farra carnal.

Houve épocas em que ele não olhava para pornografia e guardar seu coração parecia bastante fácil. Infelizmente, houve outras épocas onde ele parecia estar sendo controlado por outra pessoa.

Com o tempo, ele aprendeu a tolerar a tensão entre a pureza e a pornografia. Após 20 anos de luta, ele tinha conciliado em sua mente que esta era a maneira como as coisas seriam, e não havia nada que ele pudesse fazer sobre isso. A racionalização endureceu a sua consciência o suficiente para silenciar a culpa interior. Sua consciência muda deu-lhe um novo tipo de fé para sua vida atormentada. Este novo tipo de fé permitiu-lhe “conviver consigo mesmo”, em vez de estar em conflito pela culpa.

Paulo disse em Romanos 14.23 que o que quer que você faça, deve fazê-lo pela fé, ou será pecado prosseguir. Charles não tinha fé no pecado, mas ele também acreditava que não podia parar de pecar. Charles ficou num beco sem saída. Portanto, ele teve de redefinir o que estava fazendo para que pudesse continuar na fé, sem que sua consciência apitasse em cada volta.

Não importa o que façamos, devemos fazê-lo pela fé, seja a fé bíblica ou a nossa própria versão distorcida da fé que conjuramos para aliviar nossas consciências culpadas. Charles firmou um acordo entre a pureza e a pornografia por meio de suas racionalizações e justificativas. Porque ele achava que não podia se arrepender de seus pecados com sucesso, ele alterou a verdade da Palavra de Deus – apenas o suficiente para aceitar seu estilo de vida. Sua fé distorcida lhe permitiu viver consigo mesmo… ou quase.

Além de viver no pecado da pornografia, há vários outros problemas com Charles:

1. Ele estava freqüente mente descontente. Sua paz era tão cíclica como a vida dupla que ele vivia.

2. Ele tinha conflitos relacionais. Havia muitos relacionamentos quebrados e sem reconciliação em seu passado.

3. Ele lutava sozinho com seu pecado, por causa do seu medo de ser descoberto. Ninguém conhecia suas lutas particulares.

4. Ele atuava nos ministérios como forma de aliviar sua consciência. Este era o seu “plano de penitência”.

5. Ele tinha contínuas questões de ira. Às vezes, parecia que a sua ira vinha do nada.

6. Ele era muitas vezes crítico, negativo e queixoso. Esta era outra maneira de silenciar a sua consciência.

Três meses atrás, Charles foi descoberto. Ele abriu o jogo e confessou seus mais de 20 anos de vício em pornografia. E veio lhe pedir ajuda.

Perguntas de aplicação:

1. Como você descreveria a teologia prevalecente de Charles?

2. Descreva como e por que ele veio a abraçar esta teologia.

3. Por onde você começaria a ajudar a desvendar e reconstruir sua teologia?

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