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Conselheiros devem demonstrar suas emoções?

Eu estava conversando recentemente com uma conselheira cristã que disse que lhe haviam ensinado que conselheiros cristãos não deveriam mostrar emoção durante uma sessão de aconselhamento. Ela me perguntou o que eu pensava sobre esse tipo de ensino. Em uma palavra: Hogwash!

Um dos meus professores, Wayne Mack, disse:

“Aconselhamento cristão não é nem cristão nem aconselhamento se for feito sem lágrimas.”

Eu nunca esqueci o seu encorajamento às lágrimas. Isso também me lembra do tempo em que o Salvador estava fora do túmulo de seu amigo Lázaro. Havia vários crentes e descrentes com ele naquele dia. Alguns eram curiosos, alguns desesperados, e outros, cínicos. Todos eles precisavam de liderança no momento. O que Jesus fez?

Jesus chorou (João 11.35).

Jesus chorou com aqueles que estavam chorando (Romanos 12.15). Suas emoções eram apropriadas para a necessidade do momento. Jesus estava em sintonia com os seus amigos e sabia exatamente o que era necessário. Os incrédulos ficaram tão tocados por sua emoção que basicamente disseram: “Uau, ele realmente amava esse cara!” (João 11.36). O melhor aconselhamento naquele momento era chorar, e foi isso que o Salvador fez.

Aconselhamento é imitação

Aconselhados geralmente vivem em várias formas de caos. Suas vidas são caóticas. É por isso que eles vêm para o aconselhamento. Eles querem que o conselheiro lied com o caos de suas vidas, na esperança de que o conselheiro traga ordem ao seu caos. Uma das maneiras de um conselheiro trazer ordem ao caos é apresentando ao aconselhando como um verdadeiro cristão realmente se parece. Mostrar emoção adequada e bíblica é uma das maneiras mais eficazes de um conselheiro servir ao seu aconselhado. Por exemplo,

  • Um conselheiro deve rir um bocado. Aconselhados não só devem ser ensinados a rir, mas eles precisam de vê-lo rindo. Não é incomum para as suas vidas estar fora de controle e triste. Doses diárias de riso não fazem parte de suas vidas, particularmente em suas casas. Ria muito. Ria sempre. Ria com eles.
  • Um conselheiro deve chorar com seus aconselhados. Nenhuma pessoa entende o problema do mal como um cristão. Nós somos maus. Nós entendemos o mal. O evangelho declara o profundo problema do mal: o Pai teve de executar o seu Filho por causa do mal. Seus aconselhados foram afetados pelo mal. Chore com eles.
  • Um conselheiro não deve levar-se muito a sério. Muitos dos nossos aconselhados estão “embrulhados” bem apertado em seus problemas. Eles são excessivamente graves e podem facilmente superestimar os seus problemas. Descobri que um autêntico humor auto-depreciativo pode contribuir grandemente para liberá-los de seu modo sério demais de pensar e viver.
  • Um conselheiro deve exemplificar esperança cheia de alegria e confiança em nosso grande Deus. Se o conselheiro não está maravilhado com o Evangelho, como demonstrado pela sua gratidão cheia de esperança pelo que Deus fez, então o Evangelho pode ser meramente um recontar acadêmico. Você, conselheiro, foi afetado pela alegria indizível que encontramos em Cristo?

Deus é um Deus de exuberância e emoção. O estoicismo é um comportamento monástico, uma atitude anti-Evangelho para pessoas que foram resgatadas do abismo. Nossos aconselhados não devem ser apenas aconselhados pela Palavra, mas eles devem ser aconselhados pelo seu riso e suas lágrimas. “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo ” (1 Coríntios 11.1). Deixe-os ver e experimentar Cristo em você. Dar-lhes um exemplo completo e emotivo de como o Cristianismo é.

Humor é uma maneira de ilustrarmos a humildade

O riso é um dom divino ao ser humano que é humilde. Um homem orgulhoso não pode rir, porque ele está atento à sua dignidade; não pode se permitir que sua barriga balance e sacuda. Mas um homem pobre e feliz ri com vontade, porque não dá nenhuma atenção séria ao seu ego… Somente a verdadeira humildade pertence a este reino do riso divino… Humor e humildade devem manter boa companhia. Humor autodepreciativo pode ser um lembrete saudável de que não somos o centro do universo, de que a humildade é a nossa postura adequada diante de nossos companheiros humanos, bem como perante o Deus Onipotente (Terry Lindvall, Surprised by Laughter: The Comic World of C. S. Lewis).

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