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As cinco linguagens do amor e o amor de Cristo

Eu nunca tive um aconselhando que viesse a mim e dissesse: “Ei Rick, você pode me ensinar como amar minha esposa de acordo com a linguagem de amor dela?” Não é assim que o pessoal que eu aconselho se porta. A pergunta é sempre alguma versão de: “Minha esposa não sabe falar a minha linguagem de amor. Como eu posso levá-la a satisfazer as minhas necessidades?”

A razão para isso é uma insuficiência de Evangelho na maioria das pessoas que estão apaixonadas pelas “linguagens do amor”. O Evangelho não pensa no que pode obter, mas no que pode dar. O Evangelho tem um propósito unidirecional, que consiste em transformar completamente os outros pelo seu poder.

Imagine Cristo voltando-se ao Pai e dizendo: “Essas pessoas não estão falando a minha linguagem de amor”. Não é ridículo? Seria um Evangelho maluco! Se Cristo fosse um “sujeito da linguagem do amor”, ele provavelmente estaria na fila dos medicamentos. Dificilmente uma pessoa teve mais pedras arremessadas contra si do que o Salvador. Ninguém foi tão desprezado, rejeitado ou experimentado no sofrimento que o nosso Senhor (Isaías 53.3).

Suponho que ele oraria: “Pai, por favor, perdoa-lhes porque não sabem a minha linguagem de amor”. Então ele chicotearia a multidão aglutinada, derramaria alguma inspiração sobre linguagens do amor, distribuiria os livros, e as pessoas se arrependeriam desta forma: “Shazam! Nós compreendemos,agora. Vemos o quanto nós erramos. Todo esse tempo você queria ser adorado. Tudo resolvido: foi mal, nós te adoramos”.

Não, não foi assim que aconteceu. O Salvador veio à Terra com uma agenda totalmente diferente. Sua agenda não era o que ele podia receber. Seu objetivo era dar sua vida sendo executado em uma cruz cruel por seu Pai, para que pudéssemos ser salvos. Houve uma magnífica falta de interesse próprio no Salvador do mundo (Filipenses 2.5-11).

Cristo vai conseguir o que quer

É verdade que Cristo deve ser adorado. Também é verdade que nós vamos amá-lo por toda a eternidade. Mas vamos pensar em como ele nos fez amá-lo. Nós o adoramos por causa de seu sacrifício de sangue, apesar de que ser adorado não foi seu principal motivo para vir à Terra. Ele veio para morrer a fim de devolver-nos a Si mesmo. Cristo nunca tem uma atitude “o-que-eu-ganho-com-isso”. Cristo não veio à Terra para ser servido, mas para servir (Marcos 10.45).

Aqui é onde eu vejo equívoco e abuso da noção de linguagem do amor. Vamos ver o que Paulo pensava sobre o amor no contexto do casamento:

“Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Efésios 2.25-27, NVI).

O marido deficiente de Evangelho quer que a esposa o ame de acordo com sua linguagem do amor. Infelizmente, na maioria dos casos ele não imitou a vida de Cristo para sua esposa. Em suma, ele quer ser amado antes de se sacrificar. É assim que normalmente acontece em aconselhamento. Seu foco é mais sobre o que ela não está fazendo e o que ela precisa fazer, em vez de seu papel como o líder de seu casamento. Não é assim que o Evangelho trabalha em um casamento.

A mentalidade auto-centrada, de “o-que-eu-ganho-com-isso”, implodirá o casamento. Cristo nunca iria pedir ou esperar que alguém o amasse antes de morrer por ele. Se fosse esse o caso, então não haveria necessidade de sua morte. É por causa da nossa incapacidade completa que ele veio para morrer.

Cristo nos amou até a morte

A Igreja não inicia o amor por Cristo, mas responde ao amor de Cristo. Vemos no texto que Cristo receberá uma igreja gloriosa e santa que o ama absolutamente. Isso é por causa do que ele fez por nós na cruz. Marido, você está mais interessado em que a sua cota de linguagem do amor seja alcançada por sua esposa, ou você está mais interessado em entregar a sua vida por ela? Esta questão é um divisor de águas que definirá o seu casamento.

Seu trabalho é confiar que Deus satisfará seus desejos através de sua esposa. Não se preocupe com o que você não está recebendo. Dê-se totalmente a ela, como Cristo se entregou à igreja. Guarde o seu coração da tentação de amar com a expectativa de algo em troca. Essa é uma atitude perigosa em qualquer casamento. Cristo nos amou até a morte e ele fez isso antes de qualquer um de nós sermos convertidos a ele. Você “morre” por sua esposa e confia que Deus honrará o seu sacrifício centrado e motivado pelo Evangelho.

Não fique classificando a resposta dela e então conduzindo o seu amor de acordo com isso. O que estou dizendo aqui é: não faça com ela o que Cristo nunca faria a você: Cristo não emite um boletim diário ou semanal e, em seguida, o ama de acordo com isso. Se Cristo amasse a qualquer um de nós com base em nossa afeição por ele, então todos nós falharíamos miseravelmente. Cristo não levou em consideração as nossas falhas, no que diz respeito a nos amar ou não.

Cristo recebeu a obra das suas mãos

Por causa do que fez na cruz, ele será amado por toda a eternidade. Custou-lhe a vida, mas seu amor por nós foi tão irresistível que somos motivados a amá-lo e adorá-lo para sempre. Marido, seu trabalho é amá-la até a morte e confiar em Deus quanto aos efeitos que o seu amor terá em seu cônjuge.

Existe algum mérito nas linguagens do amor? A melhor pergunta é: porque você precisa de um livro para dizer-lhe o que tentar com a sua esposa? O que aconteceu com a comunicação à moda antiga? Por que não perguntar a ela como você pode servi-la mais eficazmente? (Uma pergunta motivada pelo Evangelho.) Pergunte o que ela gosta e não gosta? Isso é tão difícil?

Minha esposa adora quando eu lhe pergunto como eu posso melhor servi-la. Eu não tenho que formatar meu amor em cinco linguagens. O Evangelho nos capacita a amar uns aos outros de maneiras que transcendem as cinco categorias. Linguagens do amor são demasiado limitadas para o homem ou mulher motivados pelo Evangelho. Deixe o mundo usar essa ferramenta. Nós temos o Evangelho!

Perguntas de aplicação

1. Como é que o Evangelho influencia a maneira com que você ama sua esposa?

2. Você “classifica” seu cônjuge em seu coração e, em seguida, retribui seu amor de acordo com o seu desempenho?

3. Como você acha que se classificaria se Cristo amasse você de acordo com o seu merecimento?

4. Você está mais apto a amar o seu cônjuge depois que ele mude, ou antes de haver mudança?

5. O que veio primeiro: (1) o amor de Cristo por você? (2) Você mudou e, em seguida, Cristo o amou? (Resposta: Romanos 5.8).

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